{"id":3166,"date":"2020-09-14T15:03:54","date_gmt":"2020-09-14T15:03:54","guid":{"rendered":"https:\/\/maternidadesantamaria.com.br\/?p=3166"},"modified":"2020-09-14T15:03:54","modified_gmt":"2020-09-14T18:03:54","slug":"setembro-amarelo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/maternidadesantamaria.com.br\/en\/2020\/09\/14\/setembro-amarelo\/","title":{"rendered":"<p>Setembro Amarelo<\/p>"},"content":{"rendered":"<h1>Setembro Amarelo: quebrar o tabu social pode salvar vidas<p>Em nosso pa&iacute;s, todos os anos s&atilde;o registrados cerca de 12 mil suic&iacute;dios. Esse n&uacute;mero chega a 01 milh&atilde;o no mundo e cerca de 96,8% dos casos estavam relacionados a transtornos mentais. Entre as causas, a principal &eacute; a depress&atilde;o, seguida de transtorno bipolar e abuso de subst&acirc;ncias.<\/p><p>Trabalhando no intuito de reduzir esses n&uacute;meros, desde 2014, a&nbsp;Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Psiquiatria ? ABP, em parceria com o&nbsp;Conselho Federal de Medicina ? CFM, organiza nacionalmente o Setembro Amarelo&reg;. Mesmo tendo 10 de setembro como o Dia Mundial de Preven&ccedil;&atilde;o ao Suic&iacute;dio, a campanha acontece durante o ano todo.<\/p><p>Para podermos quebrar o tabu social, a conscientiza&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamental. Entenda como come&ccedil;ou, quais os fatores de risco e como agir para, juntos, salvarmos vidas!<\/p><h2>Entenda como come&ccedil;ou<\/h2><p>A origem da data vem dos Estados Unidos, com a hist&oacute;ria de Mike Emme. Conhecido pela personalidade carinhosa e habilidades como mec&acirc;nico, tendo como sua marca um Mustang ?68 que ele mesmo restaurou e pintou de amarelo. Por&eacute;m, em 1994, com apenas dezessete anos, o jovem cometeu suic&iacute;dio. Nem a fam&iacute;lia ou os amigos perceberam os sinais de que ele pretendia atentar contra a pr&oacute;pria vida. No funeral, os amigos montaram uma cesta de cart&otilde;es e fitas amarelas com a mensagem<strong> ?Se precisar, pe&ccedil;a ajuda?. <\/strong><\/p><p>Em 2003, a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) instituiu o dia 10 de setembro para ser o Dia Mundial da Preven&ccedil;&atilde;o do Suic&iacute;dio e a cor amarela do Mustang de Mike foi escolhida para representar a campanha.<\/p><h2>Outros fatores de risco<\/h2><p>Al&eacute;m das principais causas que podem levar ao suic&iacute;dio, como depress&atilde;o, transtorno bipolar e abuso de subst&acirc;ncias, existem outros fatores de risco aos quais precisamos ficar atentos e termos os cuidados necess&aacute;rios.<\/p><p>S&atilde;o eles:<\/p><p>&ndash; Tentativa pr&eacute;via de suic&iacute;dio: pacientes que tentaram suic&iacute;dio previamente t&ecirc;m cinco a seis vezes mais chances de tentar novamente.<\/p><p>&ndash; Idade: os comportamentos suicidas entre jovens e adolescentes envolvem motiva&ccedil;&otilde;es complexas, incluindo humor depressivo, impulsividade, abuso de subst&acirc;ncias, problemas emocionais, familiares e sociais. O suic&iacute;dio entre idosos tamb&eacute;m &eacute; elevado e os principais fatores s&atilde;o: perda de parentes, solid&atilde;o, doen&ccedil;as degenerativas e\/ou que causem dor, e a sensa&ccedil;&atilde;o de estar dando trabalho &agrave; fam&iacute;lia.<\/p><p>&ndash; Doen&ccedil;as cl&iacute;nicas n&atilde;o psiqui&aacute;tricas: a taxa de suic&iacute;dio &eacute; maior em pacientes com c&acirc;ncer, HIV, doen&ccedil;as neurol&oacute;gicas como esclerose m&uacute;ltipla, doen&ccedil;a de Parkinson, epilepsia, entre outras doen&ccedil;as graves ou cr&ocirc;nicas incapacitantes e que tenham um grande impacto emocional no indiv&iacute;duo;<\/p><p>&ndash; Eventos adversos na inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia: maus-tratos, abuso f&iacute;sico e sexual, pais divorciados, transtorno psiqui&aacute;trico familiar, entre outros fatores podem aumentar o risco de suic&iacute;dio;<\/p><p>&ndash; Identidade de g&ecirc;nero: as taxas de suic&iacute;dio, tentativa e idea&ccedil;&atilde;o suicida entre jovens LGBTQ+ s&atilde;o maiores do que entre a juventude em geral. Geralmente acontece quando os jovens s&atilde;o rejeitados pelos pais, fam&iacute;lia e\/ou pela sociedade;<\/p><p>&Eacute; importante ressaltar que n&atilde;o necessariamente uma pessoa que passa por um desses conflitos ir&aacute; tentar o suic&iacute;dio. S&atilde;o situa&ccedil;&otilde;es que podem desencadear conflitos de ordem emocional e que necessitam de cuidados. Comportamentos suicidas dependem da hist&oacute;ria de vida do indiv&iacute;duo, fatores estressores, presen&ccedil;a de doen&ccedil;a psiqui&aacute;trica, apoio familiar\/social e recursos internos de enfrentamento. &Eacute; uma quest&atilde;o complexa e de ordem multifatorial, sendo que o motivo desencadeador &eacute; &uacute;nico para cada um.<\/p><h2>Tabu social ?<\/h2><p>Diversos fatores podem impedir a identifica&ccedil;&atilde;o e o tratamento precoce e, consequentemente, a preven&ccedil;&atilde;o do suic&iacute;dio. Entre eles, o estigma e o tabu social atrelados ao assunto s&atilde;o aspectos importantes.<\/p><p>Erros e preconceitos v&ecirc;m sendo historicamente repetidos, contribuindo para a forma&ccedil;&atilde;o de um estigma em torno da doen&ccedil;a mental e do comportamento suicida. Isso faz com que quem passa por isso se sinta envergonhado, exclu&iacute;do ou discriminado.<\/p><p>Ainda h&aacute; muito medo ou vergonha em debater abertamente sobre o assunto. Por isso, lutar contra esse tabu &eacute; fundamental para que sejam feitos os devidos cuidados e a preven&ccedil;&atilde;o seja bem-sucedida.<\/p><h2>Saiba identificar os sintomas e como ajudar<\/h2><p>Os sintomas nem sempre s&atilde;o vis&iacute;veis, mas h&aacute; alguns sinais nos quais podemos prestar aten&ccedil;&atilde;o.<\/p><p>Fique atento com os sinais verbais (frases como ?queria sumir?; ?n&atilde;o aguento mais?; ?s&oacute; queria dormir e n&atilde;o acordar nunca mais?) e leve-os muito a s&eacute;rio. &nbsp;N&atilde;o seja passivo, &eacute; preciso uma escuta atenta para essas frases.<\/p><p>Sinais comportamentais como desinteresse com coisas que antes a pessoa gostava; alimenta&ccedil;&atilde;o (comer mais ou menos do que o usual); mudan&ccedil;as no sono, tendo ins&ocirc;nia ou dormindo demais e agressividade podem ser um ind&iacute;cio.<\/p><p>Ao identificar um sintoma, a primeira atitude &eacute; conversar de maneira emp&aacute;tica, jamais julgando. Procure um lugar tranquilo onde ela possa falar sem pressa, respeitando seu tempo para se abrir. Um di&aacute;logo baseado no respeito e compreens&atilde;o pode fazer a diferen&ccedil;a<\/p><p>Lembre-se que o foco da conversa deve ser a outra pessoa. N&atilde;o &eacute; recomend&aacute;vel falar muito sobre si mesmo, oferecer solu&ccedil;&otilde;es simples para os problemas que a pessoa relatar ou desmerecer o que ela sente.<\/p><p>No caso de ela falar claramente ou parecer estar decidida quanto a tirar a pr&oacute;pria vida, &eacute; primordial que ela n&atilde;o fique sozinha. Pe&ccedil;a ajuda a familiares e\/ou amigos mais pr&oacute;ximos. Pode ser necess&aacute;rio que ela fique em um ambiente seguro, sendo auxiliada por um profissional.<\/p><p>&Eacute; muito importante que a pessoa busque avalia&ccedil;&atilde;o e acompanhamento psiqui&aacute;trico e psicol&oacute;gico caso apresente altera&ccedil;&otilde;es de humor ou de comportamento importantes, ou ainda sinais de idea&ccedil;&atilde;o suicida, sendo fundamental tal acompanhamento profissional para a melhor condu&ccedil;&atilde;o do caso.<\/p><p>Voc&ecirc; tamb&eacute;m pode indicar os servi&ccedil;os oferecidos pelo CVV, que trabalha para promover o bem-estar das pessoas e prevenir o suic&iacute;dio, em total sigilo, 24h por dia.<\/p><h2>Conhe&ccedil;a nossas a&ccedil;&otilde;es como Grupo<\/h2><p>Procuramos acolher nossos colaboradores e gestores, oferecendo suporte emocional e ajuda profissional. Al&eacute;m disso, divulgamos conte&uacute;do em v&iacute;deo sobre sa&uacute;de mental, apoio psicol&oacute;gico por 0800, plano de sa&uacute;de e pequenas rodas de conversa, sempre com a presen&ccedil;a de um profissional especializado.<\/p><p>Tamb&eacute;m criamos grupos terap&ecirc;uticos com gestores de assist&ecirc;ncia e administrativo, al&eacute;m de treinamento no assunto para nossos gestores.<\/p><p>Dispomos de psic&oacute;logas especializadas e treinadas em nossos hospitais e em todas as nossas UTIs Neonatal. Por ser um momento delicado da gesta&ccedil;&atilde;o, parto e puerp&eacute;rio, elas est&atilde;o prontas para estar ao lado e apoiar a m&atilde;e, o pai e os demais familiares, identificando e tratando conflitos de ordem emocional.<\/p><p>Estamos juntos nesse movimento!<\/p><\/h1>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Setembro Amarelo: quebrar o tabu social pode salvar vidas Em nosso pa&iacute;s, todos os anos s&atilde;o registrados cerca de 12 mil suic&iacute;dios. Esse n&uacute;mero chega a 01 milh&atilde;o no mundo e cerca de 96,8% dos casos estavam relacionados a transtornos mentais. 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