Transfusão no parto: riscos e como reduzir a necessidade

Logo santa maria

Logo santa maria

Transfusão no parto: riscos, indicações e como reduzir a necessidade

A hemorragia pós-parto é uma das principais causas de morte materna em todo o mundo e a anemia gestacional é um fator de risco independente que recebe pouca atenção. A transfusão no parto não é uma solução simples: os produtos sanguíneos são recursos escassos, que acarretam grandes custos e não estão isentos de riscos, entre reações transfusionais, sobrecarga de volume, infecções associadas e redução das defesas do organismo.

 

Leia também: 4 medidas para reduzir a mortalidade materna

 

Segundo o Dr. Eduardo Cordioli, Diretor Médico de Obstetrícia do Hospital e Maternidade Santa Maria, em artigo publicado na plataforma Health Industry Reviews, uma solução para este problema é o Gerenciamento de Sangue do Paciente, conhecido como PBM (Patient Blood Management): uma abordagem baseada em evidências, centrada no paciente, que busca fazer uso mais racional do sangue e evitar intervenções desnecessárias, como a transfusão no parto sem indicação adequada.

É um método que estabelece condições para reduzir a necessidade de uso de produtos sanguíneos e, se a transfusão for inevitável, realizá-la com critérios, segurança e indicação clara.

O médico explica que o programa de PBM é baseado em três critérios: o primeiro, durante o pré-natal, com triagem sistemática para anemia e seu tratamento; o segundo é minimizar a perda de sangue durante o parto e pós-parto, com medidas práticas e monitoramento adequado; e o terceiro é a decisão sobre a transfusão baseada em critérios clínicos bem definidos.

Existem evidências consistentes que sustentam essa abordagem, com resultados na redução das taxas de transfusão.

“Estabelecer uma programação desse tipo dentro de um hospital maternidade não é responsabilidade de um especialista trabalhando isoladamente. É necessária uma visão institucional, integração real entre obstetrícia, anestesiologia, hematologia e o banco de sangue, e uma cultura de cuidado que trate a prevenção com tanto rigor quanto a resposta a crises”, finaliza o Dr. Cordioli.

 

Leia o artigo completo sobre Patient Blood Management em Obstetrícia, publicado na Health Industry Reviews